Os novos escravos
Vivemos tempos difíceis, o mundo mudou, as transformações levam-nos a questionar tudo e todos.
As sociedades não têm sabido acompanhar as transformações mundiais. Nota-se uma efectiva falta de comunicação entre os povos para resolver os diversos problemas mundiais. Acrescente-se a falta de tolerância e a evidente desumanidade nas pessoas.
O mundo atravessa uma crise sem fim à vista extensível a vários níveis. O egoísmo tem seduzido cada vez mais adeptos, ao ponto de se ignorar o sofrimento até daqueles que nos são próximos. Andamos cegos, e, seduzidos por conceitos e ambições sem sentido. Cada vez mais somos manipulados como se fossemos marionetas inanimadas caminhando à velocidade da luz para o abismo. Fechamos os olhos para negar uma realidade com a qual recusamos lidar. Alienamo-nos do que realmente importa em detrimento de um faz de conta exacerbado e patológico. Já ninguém defende causas e ideais que beneficiem as sociedades, muito pelo contrário, somos os novos "escravos" do século XXI. Vivemos na corrente do faz de conta, ao sabor dos gostos de supostos amigos, que na realidade nunca o foram. Questionamos o que é um amigo?
Alguma vez se colocou essa questão, e em caso afirmativo qual foi a conclusão a que chegou. A era das novas tecnologias é de facto um período excepcional, se fizer uma análise consciente nota-se uma evolução objectiva em áreas imprescindíveis como seja a ciência, a medicina, a informação, etc. Todavia, não há bela sem senão, e é nesta linha de pensamento que tomamos conhecimentos de atrocidades com a mesma proporção dos benefícios. Algo vai mal na actualidade mundial, esse é um facto em tempo real. Deixamos de viver para sobreviver, somos os peões que geram fortunas a empresas geridas por gestores sem escrúpulos e com o único objectivo de arrecadar milhões. Os fins justificam os meios, e como tal vale tudo numa escala onde apenas os lucros contam. Caracter e moral são características que deixaram de fazer parte do vocabulários das sociedades . O sofrimento do outro pouco importa desde que o "eu" tenha uma vida faustosa pela qual tudo se fez até mesmo passar por cima de quem teve a audácia de se atravessar no caminho. Portanto o lema a seguir é "quero posso e mando" e tu "pessoa" apenas respiras porque eu o permito e te dou uma "migalha" para continuares de pé o tempo suficiente para corresponder às minhas necessidades. Quando deixar de ser útil nesse propósito aí então é descartado como se fosse um saco de lixo.
Paradoxalmente e por hipocrisia descarada apregoa-se um rol de sentimentos para cativar a "presa", concretizada a intenção passa-se a fase seguinte, a de agradar com prémios da mais diversa ordem, e até quem sabe "obrigar" o "escravo" a cometer sob coacção algumas falhas para num futuro próximo utilizar sob a forma de chantagem. E, assim se chega à produção de uma arma eficaz considerado o novo "escravo" pronta a entrar em acção oportunamente.
"todos caímos no caldeirão " palavras sabias que não são minhas , mas que se aplicam muito bem aos tempos contemporâneos. Todos em determinado momento das nossa vidas acabamos por cair no erros de repetir factos contra os quais havíamos lutado. E, isto porque simplesmente somos HUMANOS e, como tal falíveis nas palavras e atitudes! Porém isso não é motivo para baixar os braços na tentativa de construir uma sociedade melhor. Somos pessoas e não máquinas, cada características próprias , e é essa diversidade que nos torna insubstituíveis e únicos.
Lutemos por um mundo mais justo, no qual cada um de nós possa construir o seu "pequeno mundo especial". Que a tolerância e o humanismo passem de palavras a acções diárias, descalce os seus sapatos confortáveis e de marca e caminhe com os do seus semelhante, vista uma "pele" que não é a sua, e, será a partir desse momento que terá ferramentas para experienciar uma vivência que desconhece, ver com os olhos do "outro".
Se este pequeno texto não o fez reflectir, então poderemos considerar dois aspectos:
1- É uma pessoa que se está nas tintas para os outros.
2- É uma pessoa que pensa como eu e tem dado o seu contributo para mudar a humanidade.
Podemos ainda acrescentar uma terceira hipótese :
3- Pensa que está tudo maluco, que nada disto lhe diz respeito e tem mais o que fazer do que perder tempo com o que na sua opinião são apenas balelas!
Em qualquer uma das opções que escolha apenas tenho a dizer-lhe: Seja humano e feliz.....
*Link da imagem:
https://www.google.pt/search?q=escravos+contempor%C3%A2neos&biw=1280&bih=683&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjgkbu-_sHQAhVB9YMKHfs4DLIQ_AUIBigB#imgrc=ksvBoxt7sXr4aM%3A
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